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A aposta, que "está a ser ganha", tem estado a ser desenvolvida há vários anos por Eduardo Massa, proprietário do mais antigo operador turístico timorense, Timor MEGAtours, que existe há 11 anos.

"Temos estado a apostar muito no mercado europeu, principalmente no mercado de língua alemã, onde um dos operadores que trabalham connosco quis ter o seu programa só com destino Timor-Leste e não como uma extensão da Indonésia", disse à agência Lusa Eduardo Massa.

"Esta foi uma aposta que está a ser ganha", afirmou, salientando que a Timor-Leste também chegam turistas do Japão, Coreia do Sul e dos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático.

Mas, segundo Eduardo Massa, o mercado europeu, e especialmente do centro da Europa, é aposta que Timor-Leste deve fazer.

"Isso tem sido significativo e temos estado já a notar essa diferença", disse, acrescentando que organizou o ano passado pela primeira vez um programa de lua-de-mel para um casal de turistas europeu.

Outra potencialidade do país são os próprios timorenses, o turista nacional, que cada vez mais procura conhecer o seu país e sair para visitar outros.

"A grande aposta para o futuro não é só trazer turistas de fora, mas também para a grande potencialidade que aqui existe que são os timorenses que podem já viajar e visitar outros países", disse.

Para 2014, Eduardo Massa tem já um programa para uma deslocação a Fátima e Santiago de Compostela.

"Há também o turismo dentro de Timor, porque os timorenses ainda não conhecem a sua própria terra e queremos mostrar Timor-Leste aos timorenses", afirmou.

Segundo Eduardo Massa, há cada vez mais timorenses nos programas organizados pela operadora turística para visitar o país.

"Os timorenses estão interessados em participar nas atividades e em conhecer as riquezas que lhes passam ao lado. Nós sabemos que existe aquela montanha, mas ainda não sabemos apreciar a riqueza daquela montanha. Cabe-nos a nós mostrar isso aos próprios timorenses", esclareceu.

Para Eduardo Massa, "Timor-Leste oferece algo de único, diferente, principalmente nos aspetos de aventura".

"É algo de diferente. Não podemos falar apenas de praias, montanhas, cultura, tradição, mas tudo isto junto, tudo aquilo que portugueses e indonésios deixaram cá, tudo isso faz parte de uma riqueza que Timor-Leste pode proporcionar", afirmou.

Questionado sobre as dificuldades de fazer turismo em Timor-Leste, Eduardo Massa referiu as "potencialidade e capacidades humanas" e alojamentos.

"Para mim não são tanto as infraestruturas, quando falamos em termos de estradas. As estradas são uma realidade que temos de enfrentar e que facilitam também de alguma maneira o nosso trabalho, isto é, somos obrigados a andar mais devagar", ironizou, acrescentando que assim se pode mostrar melhor as paisagens.

"As dificuldades serão talvez no âmbito das potencialidades e capacidades humanas. Temos também a nível de alojamento e infelizmente, para mim, não temos ainda mais divulgada a nossa culinária. Que não está totalmente explorada", disse.

Tudo o resto cabe ao setor privado timorense, que tem de ter um papel importante, com a colaboração do Governo, que deve promover o destino Timor-Leste, mas também implementar regras, afirmou.

@Lusa

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